Imagem capa - OCITOCINA - O HORMÔNIO DO AMOR  por Karin Marcitello Fotografia
HORMÔNIO OCITOCINA

OCITOCINA - O HORMÔNIO DO AMOR




A ocitocina é um hormônio produzido pelo hipotálamo e liberado a partir da neuro-hipófise na corrente sanguínea. São encontrados receptores da ocitocina em células de todo o corpo. Esse hormônio exerce importantes funções no organismo e nas sensações de prazer e afeto. Por esse motivo, também é conhecido como o “hormônio do amor”.

Junto com a dopamina, a serotonina e a endorfina, a ocitocina faz parte do grupo chamado de “neurotransmissores da felicidade”. Eles possuem a função de aumentar as sensações de bem-estar e diminuir estresse, ansiedade e melhorar quadros depressivos.

A ocitocina é  responsável pela atração e pelo prazer nas relações sexuais, pelas contrações no trabalho de parto, pela formação do vínculo com o bebê depois que ele nasce e até pela descida do leite materno.

Uma pesquisa publicada em 2018 nos Estados Unidos pelo Journal of the National Association of Neonatal Nurses, sugeriu que o contato pele a pele entre pais e bebês prematuros aumenta os níveis de ocitocina e, assim, fortalece o vínculo, o que ajuda a diminuir o risco de atrasos no desenvolvimento neurológico associados à prematuridade.

Muitas pesquisas foram realizadas sobre os efeitos da ocitocina ao longo dos anos, sendo estudadas, inclusive, a sua capacidade de suprimir distúrbios mentais.

Foram constatados diversos efeitos benéficos, entre eles:

1. Facilita o parto normal

Ela age estimulando as contrações uterinas de forma regulada e abrindo o colo do útero, para facilitar a passagem do bebê pelo canal vaginal. Após o nascimento do bebê, a ocitocina continua agindo no organismo da mulher, nas contrações uterinas, para diminuir a hemorragia. Caso o hormônio não seja liberado em quantidade suficiente pelo organismo o obstetra, com o consentimento da parturiente, pode solicitar o uso de medicamentos à base de ocitocina sintética.

2. Importante para a amamentação

Na amamentação, a ocitocina também é fundamental. Através da sucção feita pelo bebê, são provocados impulsos elétricos no seio da mãe que vão até o cérebro, estimulando a liberação do neurotransmissor. Em seguida, o hormônio segue pela corrente sanguínea e vai até às glândulas mamárias, empurrando o leite pelos ductos. O bebê ingere a ocitocina pelo leite materno e, juntando à que é produzida pelo contato entre mãe e filho, o vínculo entre ambos é reforçado.

3. Promove apego entre pais e filhos

Com relação à mãe biológica, estudos indicam que mães que produziram maior quantidade de ocitocina durante o primeiro trimestre de gravidez, se envolvem mais afetuosamente com o bebê, levando a ações como cantar, tocar, cuidar da higiene e alimentação de forma mais carinhosa e específica. Referente à paternidade e às mães e pais adotivos, estudos constataram que o envolvimento real e carinhoso com a criança, estimula a liberação de ocitocina, fortalecendo o vínculo.

4. Aumenta o prazer sexual

A ocitocina é liberada durante a relação sexual, tanto nos homens quanto nas mulheres. Durante o orgasmo feminino, a ocitocina promove contrações uterinas. Nos homens, ocorre contrações dos ductos seminais e favorece a ejaculação.

5. Melhora das habilidades sociais

A ocitocina melhora significativamente a capacidade de as pessoas interagirem uma com as outras. Pacientes com autismo e esquizofrenia demonstram maior facilidade nas interações sociais quando a ocitocina é liberada. Como a ocitocina está ligada ao desenvolvimento de confiança, os indivíduos passam a ter mais segurança ao se aproximar de outras pessoas. As percepções das expressões emocionais e sensibilidade também são beneficiadas.

6. Reduz o desejo por drogas

O desejo por drogas é reduzido com a liberação de ocitocina. De acordo com um artigo de 1999 do Progress in Brain Research, uma série de livros científicos, a ocitocina inibe a tolerância a drogas viciantes, como cocaína e álcool, e reduz os sintomas comuns de abstinência.

7. Alivia o estresse

O hormônio regula as emoções e o humor, favorecendo à diminuição do estresse. Essas adequações também são capazes de diminuir sintomas de depressão, ansiedade e fobia social. A ocitocina possui efeito calmante, contrariando os efeitos do hormônio cortisol, conhecido por ser o hormônio do estresse.

8. Induz o sono

Com o cérebro livre de condições de estresse e ansiedade, o sono é naturalmente beneficiado. A ocitocina aumenta a sensação de tranquilidade e isso propicia o descanso e um eficiente sono reparador, fundamental para uma boa qualidade de vida.

9. Promove a generosidade

A ocitocina é capaz de afetar o senso de altruísmo, tornando as pessoas mais generosas. Inclusive, é uma via de mão dupla, quanto mais atos de generosidade o indivíduo pratica, mais libera ocitocina de forma natural no organismo. E assim, a prática de generosidade e trabalhos voluntários são estimulados.

10. Fortalece os relacionamentos amorosos

Nos relacionamentos amorosos, a liberação de ocitocina é estimulada através do contato físico, olhares, beijos, abraços e carinhos. Esse aumento da presença do hormônio do amor no organismo eleva as sensações de bem-estar e felicidade.

A ocitocina nos homens

O hormônio influência o comportamento e fisiologia de homens e mulheres. Porém, a ocitocina age de maneira diferente no homem e na mulher.

Além de situação específicas, como parto, amamentação e orgasmo feminino, enquanto que nos homens ocorre o estímulo da ejaculação e aumento do volume de esperma, outros efeitos são observados nos homens.

Ocorre também o aumento de hormônios anabolizantes, como a testosterona e relaxamento muscular, diminuindo sintomas de fibromialgia e hipertensão arterial. O hormônio pode desempenhar um papel na maneira como homens identificam relações competitivas e atravessam momentos de luta e fuga.

Medicamento: Ocitocina sintética

A ocitocina sintética é semelhante à ocitocina natural. O fármaco pertence a um grupo de medicamentos chamado de ocitócicos.

O medicamento ocitocina é administrado para promover a contração uterina durante o parto normal, quando o corpo da mulher não produz o hormônio em quantidade suficiente ou para estimular a sua produção.

Nos partos cesáreas, o fármaco é utilizado para ajudar nas contrações uterinas que cessam o sangramento, evitando hemorragias.

A ocitocina em forma de medicamento também pode ser prescrita para ajudar na amamentação, enviando sinais às glândulas mamárias para liberação do leite materno.

Reações adversas do medicamento ocitocina

Como qualquer medicamento, o uso de ocitocina sintética pode causar alguns efeitos colaterais. Nem todas as pessoas apresentam reações adversas, mas as mais comuns são:

  • Dor de cabeça;
  • Batimentos cardíacos acelerados (taquicardia);
  • Batimentos cardíacos lentos (bradicardia);
  • Náusea;
  • Vômitos.

Alimentos que estimulam a liberação da ocitocina

Alguns alimentos são capazes de estimular a liberação de ocitocina e outros hormônios que produzem sensações de bem-estar, felicidade e bom humor, como a serotonina.

Os alimentos eficientes para essa função, incluem:

  • Chocolate;
  • Oleaginosas, como castanhas, avelã e pistache;
  • Banana;
  • Folhas verde-escuras;
  • Proteínas, especialmente ovos e frutos do mar;
  • Leite.






Fonte:

https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/noticia/2019/04/ocitocina-como-funciona-o-hormonio-do-amor-no-parto-e-na-amamentacao.html

https://www.vittude.com/blog/ocitocina/